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  História


É difícil resumir em poucas linhas a história de uma Associação Escutista, com mais

de cinquenta anos, como é a Fraternidade de Nuno Álvares - FNA. Por isso, iremos assinalar apenas, os marcos mais importantes que ao longo dos anos os seus Associados foram desenvolvendo por todo o País. Para facilitar esse trabalho, dividimos este documento em períodos de anos nos quais os principais factos foram acontecendo.

 

1939 a 1954

 

Foi no dia 21 de maio de 1939 que se realizou uma grande confraternização de “antigos” Escutas, no Sameiro, Região de Braga, chamando aí inúmeros adultos, que recordaram com saudade os tempos já passados, não regateando louvores ao Escutismo onde militaram. Organizada pelo Clã de Nuno Álvares, de Braga, a confraternização terminou ouvindo-se grandes apelos aos “antigos” que se organizassem para ajudarem o CNE. Nesse sentido e após aprovação em Conselho Nacional do CNE, realizado em 1939, é criada a UAE – União dos Antigos Escutas, publicada posteriormente em “Atos Oficiais”, nas Ordens de Serviço Nacional N.º 44 de 16 de Fevereiro e N.º 49 de 16 de junho, ambas de 1939. Esta Associação apareceu sem autonomia e independência, como uma nova Secção Escutista, sob a Direção dos Comissários Gerais do CNE, a todos os níveis. Por estes e outros motivos a ideia não vingou e foi desaparecendo pouco a pouco, sem nunca atingir os objetivos para que tinha sido criada.

 

1955 a 1973

 

Em 1955, e após profunda reflexão sobre o fracasso da UAE a Junta Central do CNE resolveu, aproveitando a revisão dos Estatutos e Regulamentos, criar a Fraternidade de Nuno Álvares - FNA. Com a publicação do Guia do Corpo Nacional de Escutas, em 27 de maio de 1955, é publicada a definição e regulação, dedicando-lhe uma parte do Regulamento Geral (VII, Páginas 80 e 81) para apresentarem os objetivos, generalidades e organização. É anunciada como Associação autónoma, com o objetivo de os manter unidos por um elo de fraternidade aos Princípios do Escutismo Católico, todos os elementos que, por condições particulares da sua vida, não possam continuar em atividade na Associação. São apresentadas, ainda, as finalidades concretas da FNA, bem como a sua ligação com o CNE, e a autorização para o uso do uniforme. Aqui e ali vão surgindo Núcleos de “antigos” uns, porventura mais disponíveis que outros, auxiliando fundamentalmente os serviços locais, regionais e nacionais, para que o CNE não parasse a sua ação educativa. Simultaneamente, dentro das suas possibilidades, apoiavam a Igreja e as suas comunidades. Naturalmente, algumas Regiões foram-se organizando e promovendo atividades para os seus Associados e familiares.

 

1974 a 1978

 

Com a democratização do 25 de abril de 1974, viveu-se um período de certa instabilidade associativa no CNE, o que levou ao afastamento de vários dos seus dirigentes. Em 1976, um grupo de “antigos” dirigentes da Região de Lisboa, agrupou-se com o fim de organizar a FNA a nível Nacional. Esse grupo denominado “Equipa de Arranque”, foi constituído pelos seguintes elementos: Narciso Elias, Eduardo Almeida, Augusto Botelho, José Gama, José Torres, João Parente, Armando Mourinho, António Jesus e pelo CNE como elemento de ligação, o Chefe Gonçalves Rodrigues. Além de procurar estabelecer contactos com todos os Núcleos e Regiões já existentes, as suas principais finalidades eram elaborar os primeiros Estatutos da FNA e proceder às primeiras eleições a nível Nacional. Aproveitando a realização do Acampamento Nacional do CNE, que decorreu de 5 a 13 de agosto de 1978, em Ílhavo, Região de Aveiro, ocupando um subcampo autónomo, ali se realizou o 1.º ACANAC da FNA, com a presença de cerca de uma centena de Associados, que se reuniam diariamente em Conselho Nacional, para discutirem e votarem, artigo a artigo, os Estatutos da FNA. Por fim procederam às eleições, tendo sido eleitos para Presidente da Mesa do Conselho Nacional, D. Paulo de Queirós e Lencastre e para Presidente da Direção Nacional, Narciso Teófilo Pires Elias.

 

1979 a 1999

 

Durante estes anos a FNA começou a crescer e a desenvolver-se. As Regiões e os Núcleos passaram a considerar a existência dos órgãos Nacionais. Realizaram-se dois Acampamentos Nacionais: em 1981, o 2.º ACANAC no Campo de S. Jorge - Aljubarrota, Região de Leiria, onde decorreu parte do Conselho Nacional que tivera o seu início no Porto em 1980. Durante a sessão foi eleita para a área feminina uma Vice-Presidente da Direção Nacional; e o 3.º ACANAC em 1983, na Quinta de Santo António – Calhariz – Sesimbra, Região de Setúbal, durante o XVI Acampamento Nacional do CNE, que constituíram marcos sempre importantes na vida associativa. Em 1996, foram aprovados novos Estatutos e homologados pela Conferência Episcopal, aquando da sua Assembleia Plenária de novembro de 1997. Decorreram vários Conselhos Nacionais, com destaque para o de 1999, que elegeu a nível Nacional para Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Artur Matos Xavier Forte, para Presidente da Direção Nacional, Manuel António Velez da Costa e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Narciso Teófilo Pires Elias. Promovido pela Região de Braga, realizou-se um grande encontro nacional, que decorreu na Quinta do Santoinho. Passou também anualmente a serem comemorados os nossos patronos: S. Jorge (23 de abril) e S. Nuno (6 de novembro), assim como o dia do nosso Fundador (22 de fevereiro). Muitos outros acontecimentos importantes decorreram durante este período.

 

2000 a 2009

 

Este foi até agora e período de maior desenvolvimento e modernização da FNA. Com a morte súbita do Presidente da Direção Nacional, Manuel António Velez da Costa, o Conselho Nacional designou o Associado José dos Santos Gama, para Coordenador Nacional, funções essas que terminaram com a eleição em 2003 dos novos órgãos Nacionais: Artur Matos Xavier Forte, Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Vítor Manuel de Oliveira Faria, Presidente da Direção Nacional e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Nuno Maria Antunes Areias Cunha. Em 2003, após adesão ao Comité Português da Amizade dos Antigos Escuteiros e Guias – AEG, a FNA é integrada na ISGF – International Scout and Guide Fellowship, a Fraternidade Internacional dos Escuteiros e Guias Adultos, aceitando plenamente a sua Constituição e Regulamentos e passando desde esse momento a usar no uniforme a insígnia internacional, assim como nas diversas atividades a sua bandeira. Criaram-se Encontros Nacionais com as Direções Regionais e Direções de Núcleos isolados, tais como: em outubro de 2003 em S. Jacinto; em setembro de 2004 nas Penhas Douradas e em setembro de 2005 em Abrantes. Realizaram-se em 2003, o 4.º ACANAC em Mangualde, Região de Viseu, onde alguns irmãos espanhóis participaram; em 2006 o 5.º ACANAC e o 1.º Jamboree em S. Jacinto, Região de Aveiro, dado estarem presentes elementos da Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, França, Holanda e a presença da Presidente da Fellowship, Martine Levy; em 2009 o 6.º ACANAC e o 2.º Jamboree em Sintra, Região de Lisboa, de novo com a presença de muitos estrangeiros. Foi criado o Órgão Oficial, denominado inicialmente como “Notícias da FNA” e depois por “Compasso”. Anualmente um ou dois grandes acontecimentos foram realizados com destaque: Em 2004 – A Peregrinação Nacional a Fátima, jornada que terminou com a Consagração da FNA a Nossa Senhora de Fátima. Para assinalar as comemorações dos 50 anos da FNA, foi-nos concedida por sua Santidade, o Papa João Paulo II, a Bênção Apostólica. Em 2005 – Para assinalar os 50 anos da Associação foram realizados diversos Fóruns regionais e inter-regionais, terminando com o Fórum Nacional, que decorreu no Seminário do Vilar, na Região do Porto, onde, das conclusões apresentadas saiu um documento sobre a estratégia da FNA para 2010. Em 2007 - Em virtude dos anteriores órgãos terem terminado o seu mandato, realizaram-se novas eleições, tendo sido eleitos: Artur Matos Xavier Forte, Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Vítor Manuel de Oliveira Faria, Presidente da Direção Nacional e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Manuel Tomás Teixeira da Silva. Foi também um ano de festa para todo o mundo escutista, ao celebrar o primeiro centenário do Escutismo; a FNA participou na “Operação da Chama do Centenário”, iniciada no Quénia, junto ao túmulo de B-P e concluída na Inglaterra (Ilha de Brownsea). De França saiu uma chama rumo a Portugal, transportada por membros da FNA, terminando a sua viagem no Acampamento Nacional do CNE, realizado em Idanha-a-Nova, Região de Portalegre e Castelo Branco. 2009 – Devido à demissão do Presidente da Direção Nacional antes do termo do seu mandato, houve a necessidade de provocar novas eleições para aquele órgão. Devido a esta situação e para causar menos perturbação à Associação, os Presidentes dos outros órgãos Nacionais decidiram, também, demitirem-se dos seus cargos, para que assim se realizassem eleições para estes órgãos. No Conselho Nacional de abril de 2009 é confirmada esta demissão, mantendo-se em exercício de funções até às novas eleições a Mesa do Conselho Nacional e a Comissão Fiscalizadora Nacional, tendo sido nomeado Coordenador Nacional, o Associado Jorge Manuel Caria Lopes Cardoso. Este ano ficou ainda marcado pela canonização do Patrono da FNA, S. Nuno de Santa Maria, que ocorreu em 26 de abril, em Roma, por sua Santidade o Papa Bento XVI, onde a FNA esteve presente. Ainda dentro dessa festa a FNA fez-se representar numa grande exposição coletiva, promovida pelo Exército Português, realizada em Mafra. Desde sempre a FNA procurou participar ativamente no Jamboree do Ar (Jota/Joti) atividade que reúne o maior número de Escuteiros de todo o mundo. A nível internacional a FNA começou a aparecer e a intervir (Noruega, Itália, Áustria…) o que levou à realização do XII Encontro Mediterrânico – (MED) sob a égide da ISGF, em Portugal, que decorreu em Tavira, Região do Algarve, organizado pela AEG, com a presença da: Arábia Saudita, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Egipto, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Jordânia, Líbia, Liechtenstein, Marrocos, Reino Unido, Suíça e Portugal. Estas e muitas outras atividades a nível Nacional foram enriquecidas com as ações promovidas pelas Direções Regional e de Núcleo. Juntamente com todas estas ações os serviços foram informatizados com a criação de uma base de dados, efetuadas experiências positivas na área da formação, melhorada a imagem da Associação, o funcionamento das Comissões Fiscalizadoras a todos os níveis, criação e atualizações do site na NET e criados diversos blogs, etc. Terminou este ano com a eleição e a tomada de posse dos órgãos Nacionais: Artur Matos Xavier Forte, Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Jorge Manuel Caria Lopes Cardoso, Presidente da Direção Nacional e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Maria Teresa Pinto de Sousa. Por tudo o que aqui ficou relatado ao longo deste tempo, a FNA foi sempre procurando encontrar o seu espaço, onde os seus Associados se realizem totalmente. Esse desejo foi concretizado com a denominação do ESCUTISMO ADULTO. «A verdade é que uma Associação sem passado, decerto que não terá grande futuro».

 

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