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  Patrono


À Fraternidade de Nuno Álvares, associação dos antigos Escutas do CNE, escolheu como Patrono a figura notável e imortal de um ser humano que se destacou ao longo de toda a sua vida, por defender os valores em que acreditava e que muito se aproxima dos princípios que os Escuteiros Adultos, tentam fazer todo o possível por cumprir. Essa figura foi: D. NUNO ÁLVARES PEREIRA.

 

É nesse contexto e com essa personagem em que podemos desenvolver toda a nossa mística, nas suas três grandes dimensões.

 

Primeiro, devemos vê-lo como HOMEM, que desde o seu nascimento, pela educação que recebeu no seio da sua família e dos mestres que teve; e ainda pela sua juventude cheia de movimento e aventura, vivida ao ar livre, muito ajudou a formar o seu firme carácter. Devemos refletir que este jovem aos 13 anos foi admitido na corte e posteriormente armado cavaleiro, primeiro como pajem da Rainha onde foi completando a sua formação e mais tarde como um militar audaz e valente. Já investido e inspirado nas figuras reais ou fictícias como do Rei Artur e dos seus companheiros da Távola Redonda, escolheu o seu pendão e junto dele foi reunindo um grupo de fiéis soldados, que foi formando à sua maneira. Em paralelo, levou uma sua vida profundamente cristã, tanto como praticante como pelo exemplo.

 

Segundo, devemos admirar a sua vertente de HERÓI, que o foi valorosamente com feitos importantes e inesquecíveis, que passaram pelas encostas de Lisboa, os campos dos Atoleiros, Aljubarrota, Valverde, chegando até às terras de Ceuta, em África. É este exemplo que todos desejamos imitar ainda hoje. Não desejamos ser uns meros heróis de capa e espada nem tão pouco da banda desenhada ou do cinema. Queremos, sim, ser heróis comuns na vida do dia-a-dia: o herói que arrisca a vida quando se senta ao volante do carro para ir trabalhar ou levar os filhos à escola. Queremos ser o herói que luta pela sobrevivência, para criar a família e educar os filhos. Queremos ser o herói que enfrenta o egoísmo, a vaidade, a corrupção, a falta de lealdade, a inveja… tanto no escritório, na fábrica, na loja…como junto dos amigos ou conhecidos. D. Nuno indica-nos o caminho como um líder, um chefe, um comandante e não como um indivíduo amorfo ou estático, perante as dificuldades que surgem constantemente na vida. Valente e não cobarde, animado e alegre e não enfadonho ou triste. Sigamos, pois, o seu exemplo.

 

Terceiro, inspira-nos ainda como SANTO, para chegar à santidade, objetivo final de qualquer cristão. Não devemos esquecer a mensagem do Papa João Paulo II, quando nos desafiou: “não tenham medo de ser santos”.

S. Nuno ofereceu-nos, permanentemente, exemplos positivos, tais como: de solidariedade, principalmente com os mais pobres; de humildade revelada pelo abandono e doação da sua imensa fortuna, só equiparada ao do próprio rei; a suavidade e a doçura pela vida pura que levou, quando escolheu a Ordem dos Carmelitas, onde trocou as ricas vestes e a luzidia armadura, por um burel castanho de simples monge. Era assim que desejava viver em profundo recolhimento os seus últimos anos de vida, como servidor de Deus e fazendo o bem. Assim, a população de Lisboa, logo começou a saudá-lo como Santo Condestável.

 

Por analogia podemos comparar partes da sua vida com a de um verdadeiro Escuteiro. Começou como escudeiro da Rainha e, ainda, muito novo teve que fazer as “provas de admissão” que na época eram normais: comportamento na corte, etiqueta nas refeições, domínio das armas, treino constante de equitação, gosto pela leitura e muitas outras provas. Depois de ultrapassadas com sucesso, foi aprovado e investido como cavaleiro, aceitando voluntariamente as suas leis e as do reino. De véspera ficou toda a noite em meditação e oração, a que nós chamamos Velada de Armas. Na manhã seguinte, foi-lhe vestido o arnês, recebeu as esporas, o elmo e por último recebeu a espada, seguindo-se o ritual do juramento. Como madrinha teve a própria Rainha.

Todo este cerimonial leva-nos a comparar com a nossa Velada de Armas ou Vigília de Oração e com a Promessa, quando o Escuteiro já uniformizado e após a Promessa, recebe do Assistente o lenço e da madrinha o chapéu ou o “beret” e por fim do chefe que o saúda e cumprimenta, entregando-lhe a vara.

 

Todo o seu apoio e ajuda foi dedicado ao Mestre de Avis, mais tarde D. João I, a quem D. Nuno prometeu fidelidade e respeito, e pelo seu mérito pessoal levou-o a alcançar o comando supremo do exército português, sendo designado aos 25 anos Condestável de Portugal. É o caminho exemplar de um bom Escuteiro que vai conquistando, ano após ano, as várias etapas de progresso, competências, especialidades, prémios, até vir a alcançar a honra de ser designado Cavaleiro da Pátria.

 

É este o nosso ideal, que transforma uma simples boa ação em atos profundos de solidariedade até mesmo de abnegação, por vezes com risco da própria vida. Nessa galaria encontram-se imensos escuteiros heróis, por todo mundo. É esta a nossa mística, que por um lado tem como cenário os campos de batalha e por outro lado as lajes do Convento do Carmo, em Lisboa, onde S. Nuno de Santa Maria veio a morrer em paz. Os seus restos mortais encontram-se atualmente na Igreja de São Condestável, também em Lisboa.

 

Quando alguém vos perguntar: Qual é a mística da FNA? Contem-lhes esta história, à vossa maneira, não esquecendo de chamar à atenção que ninguém cumpriu melhor os seus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria que Nuno Álvares. Ele foi um bom cidadão e filho de Portugal, lutando sempre pela sua independência e a liberdade da Pátria. Foi, também, um com filho, marido e um esforçado pai, pelo que muito nos orgulha tê-lo como Patrono e modelo na nossa Associação.

 

São Nuno de Santa Maria, foi canonizado em Roma, em 25 de abril de 2009, por sua Santidade o Papa Bento XVI, e é celebrado liturgicamente no dia 6 de Novembro.

 

Fraternidade de Nuno Álvares | Escuteiros Adultos